16 de novembro – Natureza de ovelha ou de lobo?

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Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos” Tiago 1.22

 

O lobo que queria ser ovelha: um lobo começou a observar do alto da montanha, as ovelhas do vale. Poxa! Que interessante a vida das ovelhas, pensou ele, e repetidas vezes ficou ali observando como as ovelhas eram unidas, limpas, bonitas, bem tratadas. Começou a alimentar o desejo de viver entre elas. Por fim, conseguiu uma fantasia perfeita de ovelha e a vestiu para poder se aproximar delas. Assim o fez. A princípio, as ovelhas estranharam “aquela ovelha grande e desengonçada” com sua voz rouca, no entanto, foram se acostumando com ela.

Com o passar do tempo, o lobo aprendeu a gostar daquela vida, aprendeu seus hábitos e tinha grande amizade e sentimento pelas ovelhas. O lobo estava feliz, sentia-se parte da família. Contudo, certa vez ao ficar sozinho com uma ovelha sentiu um grande desejo de matar aquele frágil animal e devorá-lo. Assustado e decepcionado consigo mesmo, o lobo percebeu que não conseguia controlar seus impulsos. Tirou sua fantasia e fugiu para longe dali. Percebeu que poderia mudar de lugar e costumes, entretanto, nunca poderia mudar sua natureza. Somente um milagre poderia fazer um lobo transformar-se em ovelha. Ele precisaria de uma natureza nova. Somente Deus poderia mudar isso.

Há mais de vinte anos escutei uma pregação que começou com essa narração acima; nunca a esqueci. Ninguém pode levar uma vida de fé se estiver vivendo uma vida de aparência. A fé exige uma vida totalmente entregue nas mãos de Deus e é impossível ter uma natureza nova sem que se nasça de novo. Nascer para o reino espiritual, nascer da água e do espírito. Você pode gostar da vida entre as ovelhas, mas pode ter a natureza de lobo.

Carlos Stracci